Recuperação de área degradada por Resíduos Sólidos no Município de Centralina – MG

6 de julho de 2021
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O Brasil tem avançado pouco quanto à gestão de resíduos sólidos, sendo que os lixões a céu aberto ainda desafiam os gestores de estados e municípios. O trabalho desenvolvido no município de Centralina, MG, teve como objetivo propor medidas para recuperação das áreas degradadas (lixões). Inicialmente, foi realizado levantamento de referências e da legislação pertinente aos resíduos sólidos, em seguida foram realizadas idas a campo para avaliação dos lixões, registros fotográficos e coleta de dados na prefeitura e demais órgãos.

Os estudos de composição gravimétrica foram realizados em três dias, na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, totalizando três análises num período de sete dias. A gravimetria no lixão em atividade, foi necessária para quantificar o volume e caracterizar os tipos de RSU produzidos. O armazenamento dos resíduos domiciliares e comerciais no município de Centralina é feito em recipientes do tipo sacolas plásticas e caçambas de metal. As pilhas, componentes eletrônicos, lâmpadas, baterias, óleo de uso culinário são descartados juntamente com os resíduos domiciliares.

Os resíduos de serviços de saúde do município de Centralina, sobretudo do lixo do hospital municipal, são acondicionados no almoxarifado municipal, até o recolhimento pela empresa terceirizada Exterlix Ltda. Os resíduos originários em obras de construção civil no município de Centralina são acondicionados e armazenados em vias públicas e depois coletados pela prefeitura e direcionados ao lixão. Entretanto, verificam-se algumas obras particulares em que o gerador define o local de acondicionamento e armazenamento dos resíduos produzidos. Os resíduos de varrição são armazenados pelos funcionários temporariamente nos carrinhos que eles conduzem durante o serviço. Existem poucas lixeiras instaladas, apenas em alguns espaços públicos. Os resíduos de poda e capina são coletados no mesmo dia em que esses serviços são efetuados e encaminhados para a disposição final em unidade de “lixão”.

Os efeitos decorrentes da prática de disposição inadequada de resíduos sólidos provocam contaminação de corpos d’água, assoreamento, enchentes, proliferação de vetores transmissores de doenças, poluição visual e atmosférica. Gera mau cheiro e contaminação de todo ambiente. Como consequência têm-se os impactos ambientais negativos supracitados, que acabam por afetar o equilíbrio do ecossistema, bem como, as condições de saúde da população, uma vez que as áreas de disposição dos resíduos estão localizadas nas proximidades da área urbana e de cursos d’água. Foi elaborado Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD no qual consta as medidas de forma detalhada e todos os croquis com dimensionamentos e estruturas que deverão ser implementadas para encerramento da disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos do lixão em funcionamento, bem como as medidas para o lixão desativado. No mês de abril de 2018 o gestor comprou uma área ao lado do lixão que ainda está em funcionamento para construção de uma nova célula que receberá os RSU, até que o aterro sanitário consorciado com outros municípios esteja pronto e os resíduos sólidos urbanos sejam redirecionados para o novo local. A coleta seletiva, está na fase de divulgação e deve ser iniciada no mês de setembro de 2018. A associação de catadores está em fase de legalização. Na área do lixão desativado, os animais foram retirados do local e foi realizado replantio da área com braquiária (Brachiaria decumberns).

A falta de punições e fiscalização tem sido um grande empecilho para que haja a implementação do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS nos municípios brasileiros. Os estudos apresentados, materializaram-se em documentos dando suporte técnico ao gestor municipal, para que os passivos ambientais relacionados aos RSU, sejam sanados, iniciando uma nova fase na busca pela saúde ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.

 

Dados da autora: Vânia Santos Figueiredo, Cidade natal > Campina Grande – PB,  cidade onde reside> Uberlândia – MG, formação acadêmica > Geógrafa – Doutoranda em Planejamento e Gestão Ambiental pela Universidade Federal de Uberlândia e atividade exercida > Consultora ambiental). https://vaniageografa.blogspot.com/

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