Por uma educação ambiental mais prática: urge a necessidade de ações que promovam experiências em boas práticas ambientais

5 de junho de 2018
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A importância da Educação Ambiental no ensino formal tem se consolidado nas últimas décadas e também se verifica um aumento na realização destas práticas educativas (TRAJBER; MENDONÇA, 2007). No Brasil, a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Ambiental (Resolução 02/12 do Conselho Nacional de Educação) e mais recentemente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orientam sua realização de forma permanente e articulada com a realidade local de cada instituição de ensino. Os documentos indicam que estas atividades devem permitir a participação dos sujeitos nas propostas educativas. Momentos de ensino que permitam aos educandos a participação em ações ambientais oportunizam a vivência e experimentação de práticas que contribuem com a qualidade ambiental de suas comunidades. Praticando, os educandos terão habilidade para realizar estas ações em seu cotidiano individual, multiplicando resultados para a coletividade.

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Deste modo, as práticas educativas ambientais não devem limitar-se às iniciativas de sensibilização, ainda que estas sejam uma boa abordagem inicial. É importante que os estudantes reconheçam em seu espaço de aprendizagem práticas que representem boas ações ambientais, percebendo em sua realização, por parte da escola, intencionalidade pedagógica, ou seja: a escola optou por esta prática, por ser ela a mais adequada, sob o ponto de vista ambiental.

Portanto, não são atividades isoladas, que ocorrem durante um mês, um projeto, ou apenas na Semana de Meio Ambiente. Exemplo relacionado aos resíduos sólidos, podemos citar, é a correta segregação, a destinação adequada da parcela reciclável, a compostagem dos orgânicos e a redução na geração. Essas práticas devem ser permanentes nas escolas que se desafiam a realizar ações educativas ambientais: se a geração de resíduos é diária, seu manejo adequado deve ser uma constante no espaço escolar.

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Realizar boas práticas ambientais é um desafio, e a escola que se propõe a incorporar estas atividades em sua rotina precisará fazer adaptações internas. É interessante que os estudantes observem estas adequações e façam parte delas, de modo que a boa prática ambiental (a reciclagem, a compostagem, o uso de cisternas, por exemplo) faça parte do dia a dia escolar, como ocorre com o currículo, os tempos, os espaços e os indivíduos de cada instituição. Transcender o conhecimento teórico sobre a problemática ambiental e proporcionar aos estudantes competências que os tornem críticos e capazes de agirem não é uma tarefa simples e depende das experiências que as práticas educativas ativas proporcionam (REIGOTA, 2004). Assim, a vivência prática da teoria sobre as questões ambientais é fundamental e permite ao educando experimentar no espaço escolar boas práticas ambientais, as reconhecendo e verificando suas possibilidades e limitações.

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                Concluímos com uma reflexão de Paulo Freire, a qual reforça a importância de uma educação ambiental comprometida e participativa: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” (FREIRE, 2000). Esperamos que este espaço promova o compartilhamento de boas práticas educativas ambientais e instigue novos desafios aos educadores e aos estudantes, rumo às mudanças que precisamos!

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Vanessa Schweitzer dos Santos – bióloga, mestre em Engenharia Civil/Gerenciamento de Resíduos, professora no Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet/Novo Hamburgo/RS

Gabriel Graboswki – doutor em Educação, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental na Universidade Feevale.

Jairo Lizandro Schmitt – doutor em Botânica, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental na Universidade Feevale.

 

Referências:

BNCC – Base Nacional Comum Curricular – Educação é a Base. Ministério da educação. 2017. 472 p. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_20dez

_site.pdf >.

BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>.

BRASIL. Resolução 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Ministério da Educação. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=17810&Itemid=866>.

FREIRE, P. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000. 134 p.

REIGOTA, M. O que é educação ambiental. São Paulo: Brasiliense, 2004, 64 p.

TRAJBER, R.; MENDONÇA, P. R. (orgs.). Educação na diversidade: o que fazem as escolas que dizem que fazem educação ambiental. Brasília: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2007. 262 p.

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