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08/09/2020

Biofertilizante ou Chorume?

Autores:

Rafael Holsback – Professor de Filosofia e Mestre em Educação

Márcia Gomes – Arquiteta

Quando falamos em compostagem, em especial compostagem doméstica, costumam surgir algumas confusões conceituais que podem desencadear em equívocos com consequências danosas ao processo. Uma das missões do blog Compostchêira é esclarecer alguns conceitos para evitar ao máximo os equívocos. Vamos falar um pouco sobre a diferença entre Chorume e Biofertilizante.

O kit Compostchêira possui, em geral, 3 caixas, sendo duas (a de cima e a do meio) para acondicionar as minhocas e a matéria orgânica que será decomposta e uma (a de baixo, com torneirinha) para acumular o líquido que é liberado pela matéria orgânica no processo de decomposição. Algumas pessoas, até mesmo entendidos na área, costumam chamar esse líquido de Chorume, um triste equívoco conceitual que pode provocar repulsa ou resistência em algumas pessoas que desejam fazer compostagem doméstica.

O conceito ‘Chorume’ está atrelado ao líquido que escorre nos locais de descarte dos resíduos sólidos ou até mesmo nos caminhões dos departamentos de coleta de resíduos. O Chorume por vezes é chamado de ‘líquido percolado’ ou ‘lixiviado’. Possui cheiro muito desagradável e é altamente tóxico, podendo ser 200 vezes mais tóxico que o esgoto doméstico. A chuva que atinge os lixões, aterros controlados e aterros sanitários (iremos ver a diferença entre eles numa próxima publicação) acaba dissolvendo substâncias presentes nesses locais e carregando até rios, lagos, regatos e até mesmo chegando ao lençol freático, o que em todos os casos desencadeia na contaminação do solo e da água.

Mas, por que o Chorume é tão tóxico? O que ocorre é que além dos compostos orgânicos naturais e artificiais presentes nos lixões – animais em decomposição, restos de alimento, papel higiênico, bituca de cigarro, fraudas descartáveis, absorventes íntimos, preservativos, cotonetes e esponjas – há também matérias inorgânicas tais como os metais pesados: Arsênico, Cádmio, Cromo, Cobalto, Cobre, Chumbo, Mercúrio etc. Essas substâncias não são biodegradáveis, ou seja, elas não servem de substrato para microorganismos e, portanto, acabam acumulando no solo, água, plantas e animais. Consequentemente, O acumulo de alguns desses metais nos mamíferos pode gerar inúmeras doenças como: problemas nos sistemas respiratório, cardiovascular, no sistema nervoso e, até mesmo, câncer.

Fonte: http://www.ambientelegal.com.br/lixo-e-chorume/

 

“O chorume é considerado uma das substâncias mais nocivas que se conhece”. “Ao lado do plutônio e da dioxina, o chorume constitui uma das três mais perigosas substâncias do mundo moderno. Retenha-se que o fluído chega a ser 200 vezes mais destrutivo do que o esgoto.” (Fonte: “Recursos Hídricos: Impactos da Produção dos Alimentos e dos Resíduos Orgânicos” – Maurício Waldman)

Já o Biofertilizante (Biochorume, chorume orgânico ou húmus líquido, como às vezes é chamado) que se origina da compostagem doméstica, além de ser fruto de uma seleção criteriosa de matérias orgânicas – visto que, não é toda matéria orgânica que deve ser colocada na composteira doméstica – também não sofre com o contato direto de metais pesados presentes nos locais de descarte dos resíduos. Isso tudo somado, acaba gerando um composto líquido extremamente nutritivo para o solo e para as plantas, também servindo como repelente de alguns insetos e parasitas que causam danos às plantas.

Fonte: Autores

Fonte: https://i.ytimg.com/vi/bGackiVsDVs/hqdefault.jpg

ATENÇÃO: não esqueça de diluir o biofertilizante coletado em água na proporção de 1/5 a 1/10. Ele pode substituir agrotóxicos e fertilizantes sintetizados quimicamente, melhorando substancialmente a qualidade dos alimentos, além de evitar a contaminação do solo e das águas.

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Fontes:

“Recursos Hídricos: Impactos da Produção dos Alimentos e dos Resíduos Orgânicos” – Maurício Waldman