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08/09/2020

Compostagem como alternativa no tratamento de lodo de esgoto e resíduos orgânicos de restaurante

Compostagem como alternativa no tratamento de lodo de esgoto e resíduos orgânicos de restaurante universitário

Compostagem como alternativa para o tratamento de resíduos sólidos orgânicos urbanos

Segundo dados da ABRELPE, a geração de resíduos sólidos urbanos, em 2016, no Brasil, foi de 78,3 milhões de toneladas. Desse montante, 71,34 milhões de toneladas são coletadas e encaminhadas para disposição final, sendo que 12,4 milhões de toneladas ainda são dispostos em lixões, gerando grande impacto ao ambiente e sociedade. Devido à ausência de incentivos por meio de políticas públicas, principalmente em relação ao aproveitamento e recuperação da fração orgânica, verifica-se uma sobrecarga nos sistemas de disposição final. Como alternativa para auxiliar na resolução deste problema, a compostagem torna-se viável ambiental e economicamente. Trata-se de uma técnica alternativa para o tratamento de resíduos orgânicos urbanos, gerando como produto final um composto orgânico estabilizado, sendo possível sua utilização como substrato para produção vegetal.

Neste contexto, o trabalho intitulado “Compostagem como alternativa no tratamento de lodo de esgoto e resíduos orgânicos de restaurante universitário” apresenta a compostagem como alternativa no tratamento de três tipos de resíduos orgânicos urbanos, lodo proveniente do tratamento de esgoto doméstico, restos de alimentos oriundos de restaurante universitário e poda de árvores proveniente de arborização urbana. Teve como objetivo monitorar o processo de compostagem por meio dos parâmetros pH, teor de água, temperatura e teor de sólidos voláteis. O processo de compostagem foi conduzido na área experimental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Francisco Beltrão – PR e as análises realizadas no laboratório da universidade (CHIARELOTTO et al., 2016).

O processo de compostagem foi conduzido por um período de 49 dias e, por meio dos parâmetros monitorados durante o processo, foi possível observar que esta técnica foi eficiente na estabilização de todos os resíduos orgânicos testados (CHIARELOTTO et al., 2016). Apontando para que o processo de compostagem pode ser realizado com sucesso em residências com restos de alimentos. Foi possível então, verificar grande potencial na reciclagem de resíduos sólidos orgânicos.

Os compostos orgânicos finais obtidos por este processo, foram comparados com substrato comercial na produção das espécies florestais nativas Parapiptadenia rigida (Angico vermelho) e Piptadenia gonoacantha (Pau-jacaré). Após 50 dias de cultivo em casa de vegetação, as espécies foram submetidas a análises de desenvolvimento. Foi possível observar melhor desenvolvimento para ambas as espécies cultivadas nos substratos orgânicos, provenientes da compostagem de restos de alimentos e lodo de esgoto (CHIARELOTTO et al., 2017). Com este estudo, comprova-se que compostos orgânicos provenientes do processo de compostagem, possuem potencial para otimizar a produção vegetal de espécies florestais, como o angico vermelho e pau-jacaré.

 

 

Maico Chiarelotto: Natural de Francisco Beltrão – PR, atualmente reside em Cascavel – PR. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Francisco Beltrão (2015). Técnico em Meio Ambiente pelo Instituto Federal do Paraná (2014).

 

Priscila Soraia da Conceição Ribeiro: Natural de Porto Feliz – SP, atualmente reside em Francisco Beltrão – PR. Docente da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Francisco Beltrão (UTFPR – FB), Departamento Acadêmico de Engenharia Ambiental. Possui mestrado em Engenharia Civil, pela Universidade Federal de Viçosa (2012). Pós-graduação Lato Sensu em Educação Empreendedora, pela Universidade Federal de São João Del-Rei (2014). Graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Viçosa (2010).

 

 

Referências

ASSOCIACAO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PUBLICA E RESIDUOS ESPECIAIS – ABRELPE. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2016. São Paulo, 2016.  Disponível em: < http://www.abrelpe.org.br >

 

CHIARELOTTO, M.; MONZANI, V. F.; CONCEIÇÃO, P. S. da; SZYMCZAK, D. A.; PRADO, N. V. do. Compostagem como alternativa no tratamento de lodo de esgoto e resíduos orgânicos de restaurante. In: 10º Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental. 2016. Disponível em < http://www.abes-rs.org.br/centraldeeventos/_arqTrabalhos/trab_20160909183627000000941.pdf >

 

CHIARELOTTO, M.; CONCEIÇÃO, P. S. da; MONZANI, V. F.; SZYMCZAK, D. A.; PRADO, N. V. do; SANTOS, F. T. dos. Uso de composto orgânico em substrato para produção de Parapiptadenia rigida e Piptadenia gonoacantha. In: Forum Internacional de Resíduos Sólidos. 2017. Disponível em < http://www.institutoventuri.org.br/ojs/index.php/firs/article/view/364 >