Ecoturismo – Marina Pública em Porto Alegre

16 de junho de 2021
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Marina Pública e revitalização da orla

Marina Pública
NAVEGANTES

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO | 2020/1

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA – FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

ACADÊMICO: MÁRCIA HELENA LEMOS GOMES

ORIENTADORA: MARIA RITA SOARES

Revitalização da Orla de Porto ALegre

O objetivo maior do projeto é propor uma “reconciliação” entre a sociedade civil e esfera pública com os rios, lagos e mar/costa que têm sido negligenciados tanto em suas potencialidades socioeconômicas, quanto no que se refere à sua preservação. Em suma, acredito que a preservação de nossas águas e meio ambiente depende de iniciativas que aproximem as pessoas/cidadãos a essas riquezas naturais, criando um ciclo virtuoso entre preservação e geração de riquezas para as cidades.

Mapa do Brasil com rotas náuticas
O Brasil possui cerca de 8.500 km de linha de costa, 35 mil km de vias internas navegáveis, 9.260 km de margens de reservatórios de água doce, lagos e lagoas, ser banhado por correntes oceânicas favoráveis à navegação.

Potencialidade de Porto Alegre no setor náutico

Uma cidade banhada por mais de 70 km de orla fluvial navegável não poderia receber nome mais apropriado do que PORTO Alegre. Ás margens do LAGO Guaíba, que desagua na maior laguna da América do Sul (a Lagoa dos Patos), a cidade foi pioneira em clubes de remo fundando em 1888 o Club de Regatas Porto Alegre, hoje conhecido como GPA. Com suas 16 ilhas e suas enseadas com belas praias até Itapuã, a capital gaúcha possui grande potencial náutico em sua essência.

 

Imagens da história náutica de Porto Alegre
Imagens da história náutica de Porto Alegre

A cidade ainda conta com o privilégio de as águas de seu Lago Guaíba desaguar na maior lagoa da América do Sul, a saber, a Lagoa dos Patos.

“A cidade poderia ser um polo de marinas com certificação ambiental, por ser uma borda de água doce. Além disso, poderia ter um programa de bases náuticas de excelência diante de todo patrimônio natural que possui. Ou seja, protegendo o meio ambiente e gerando riqueza”

(Amyr Klink em conversa com o prefeito de porto alegre no dia 11 de setembro de 2019)

Segundo Amyr, esse tipo de esforço é fundamental para que “Porto Alegre assuma uma vocação que leva consigo até mesmo no nome”.

Relevância socioeconômica do setor náutico

Enquanto no Brasil a média é de uma (1) embarcação para 254 habitantes, nos Estados Unidos o número cai para uma (1) a cada 23 habitantes. Na França e Inglaterra, os números são de 63 e 66 embarcações por habitantes, respectivamente. Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos)

  • Na área de serviços/marinas, a náutica gera em torno de 3 postos de trabalho por barco acima de 25 pés;
  • Um barco gasta em média 8% de seu valor de compra por ano, em manutenção;
  • 90% da produção mundial da náutica de recreio estão concentrados nos países que melhor desenvolveram o Turismo Náutico;11
  • O desenvolvimento do Turismo Náutico está diretamente ligado ao fomento e desenvolvimento da indústria náutica onde a média de criação de empregos é de 7 por barco produzido.
  • Só no Estado de São Paulo, a cadeia náutica de lazer movimenta cerca de R$ 5,3 bilhões por ano e emprega aproximadamente 27,5 mil pessoas, direta ou indiretamente. Isso faz parte da economia do turismo, um setor que já representa mais de 10% do PIB estadual.

 

Ecoturismo e Esportes Náuticos

  • a atividade de turismo náutico ajuda no desenvolvimento e na qualidade de vida das cidades. Nas localidades onde há turismo, a estrutura de segurança é melhor, e o esporte e a cultura local são estimulados, o que incentiva as pessoas a preservarem a natureza.
  • A única forma de preservarmos o Lago Guaíba e os rios que desembocam nele é levando as pessoas para perto/dentro deles, para que conheçam e valorizem a riqueza que eles representam.
  • Um (1) em cada dez (10) empregos no mundo é gerado pelo Turismo. O ecoturismo, ou turismo de natureza, é o que proporcionalmente mais avança no mundo entre os segmentos turísticos. Enquanto o turismo convencional cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo registra índices anuais em torno de 15% a 25%.

 

Fontes de consulta:

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